#50 – II Mova-se – Corrida da Grendene

50 corridas… Número legal 🙂

Eu tinha armado todo um esquema para que a 50ª fosse a Meia Maratona da Unimed, em Fortaleza, mas por questões particulares, optei por não viajar. Cedi minha vaga ao meu amigo Válber Leão que cumpriu a danada em 2 horas.

Mas como em Sobral – pelo menos em 2018 – tem mais corrida do que feriado, fiz minha inscrição no II Mova-se, promovido pela Grendene. Como em 2017, cerca de 6.5km de muito sobe desce entre o Centro de Convenções e a entrada para o bairro Renato Parente.

Inscrições por e-mail e entrega de número de peito em três farmácias da cidade. Era só dizer o nome e receber. Segundo dados da organização, foram cerca de 1300 inscritos, sendo que momentos antes da corrida ainda havia vagas, que puderam ser preenchidas por quem estivesse por lá. Custo zero: nem taxa, nem doação de alimentos. Com o número de peito o corredor recebia a medalha (no final) e também foram distribuídas viseiras em E.V.A. Tinha gente pegando de ruma pra picotar e fazer enchimento para travesseiro…

Da Corrida da MB pra cá, tive uma semana quase normal. Muito trabalho, academia e treinos seguindo a planilha. Para o final de semana estavam previstos 28 km no sábado. Devido a uma falha de comunicação, em determinado momento do treino longão (sábado) acabei indo por um caminho diferente dos demais e tive que retornar dos 11km (sem água e com medo dos “malas”), fechando em 22km. E acabado! Sol de outubro em Sobral não é para quem quer e nem para quem pode. Fiquei devendo 6 km, pois.

Longão de Sábado: André Melo e eu pela Perimetral de Sobral. Foto: Anderson Melo.

Eu tava tão moído que ao chegar do treino fiz uma coisa que nunca costumo fazer: dormir! A tarde dormi mais e a noite, depois de alguns anos, ganhamos um vale night dado por minha sogra, que ficou com as crianças. Fazia tanto tempo que não saíamos só nós dois, que não sabíamos direito para onde ir. A gente não precisava se preocupar se o restaurante ia ter ou não pula-pula!

Comi feito antes de começar na corrida de rua e fiquei mais mufino do que já estava…

No domingo, levantei as 5h, comi rapidinho e sai as 5h20. Como é perto e o carro estava destinado a outra função esta manhã, fui correndo mesmo. Ao longo deste trecho vi as ruas sendo interditadas e o pessoal do staff já posicionado nos cruzamentos e pontos de hidratação. Ainda acrescentei mais 2km ao percurso mais óbvio e cheguei ao Centro de Convenções fechando 6km em cerca de 40 minutos. Bem de levinho. Pronto, treino do final de semana tava pago.

Encontrei a turma da Sprint e ficamos na “resenha”, aguardando a largada que seria as 6h. Boa estrutura montada e água já disponível para os corredores.

A moça no microfone dava as últimas orientações e lembrava que não se tratava de uma competição. Como o próprio nome do evento diz, o importante é se mover. Inclusive, quando explicou o percurso, falou: “se você quiser voltar antes do retorno, não tem problema; você ja saiu de casa e está aqui”. Achei massa isso!

Professor Anderson Melo puxou o alongamento do nosso grupo e logo depois a professora Rosalina, do SESI, conduziu o alongamento para todos os corredores. Fomos para o pórtico de largada  – esse ano colocaram um portal e um relógio – e as 6h40 começou a brincadeira.

Eu demorei um pouco a sair pois quando estava me preparando para acionar o GPS do telefone, o Almir chamou pra tirar selfie. Como eu não sou tirador de selfie e não enxergo direito sem óculos, fiquei um pouco atrapalhado. Mas saiu a selfie e depois a largada.

Eu, Almir e Cesário.

E lá fomos nós para a Avenida Cleto Ferreira da Ponte, temida em toda a cidade pela quantidade de ladeiras.

Eu ali, no cantinho direito da foto feita pelo camarada Hudson Costa.

Como eu estava num ritmo sussa, embora um pouco mais forte do que o trecho de casa até a largada, deu pra enfrentar as ladeiras sem escorrer lágrimas dos olhos. O céu estava um tanto quanto nublado, o que ajudou muito. Balizamento perfeito, bastante gente – incluindo Guarda Municipal – auxiliando na interdição de ruas, e os pontos de hidratação bem distribuídos, com água geladinha e entregue na mão pelo pessoal do staff. 

Finalizei este segundo trecho (6.5km da prova, propriamente dita) em  37’28”, o que dá um pace médio de 5’45”.  Encontrei os demais colegas da Sprint, peguei minha medalha, um número para sorteio de sandálias (que repassei ao prof. Anderson), água e lanche, que novamente contou com aquela banana que parecia verde mas que é boa que só.

Sobre a corrida, achei excelente. Ótima estrutura, bastante gente e tudo isso sem custos. Acho que com essa ação a Grendene investe – e bem – em saúde e bem-estar. Para os seus funcionários e também para o povo de Sobral. A mudança no formato da medalha foi excelente.

Senti falta: tendas das assessorias. Apesar de vários corredores trajarem as camisas de seus grupos, acho que a presença de uma representação das assessorias da cidade ali seria legal tanto para suporte como para divulgação.

Por fim, ainda vi a Ruth Aragão, ex-aluna do curso de Matemática e que agora é lutadora. Mete a sola mesmo!

Ruth Aragão.

Aproveitando que ainda tinha gente no percurso e que o caminho de casa é o mesmo, voltei correndo. Mais 4.1km em 24’29”. Assim, minha corrida de hoje teve um percurso total foi de 16.6km em 1h42min39seg, que dá um pace médio de 6’11”. Juntando com os 22 km do sábado, fechei o final de semana com mais de 38 km. Cansado, mas inteiro. Quando o chefe souber disso, vai me dar um cagaço. Mas foi só pra comemorar a 50ª medalha. 🙂

Agradeço muito a Deus pela saúde e por ter me mostrado o caminho das corridas. Já são mais de 4 anos nesse esporte e muito aprendizado tenho tido. Muitíssimo grato também à Camilla Lopes, que há dois anos, mesmo sem saber, me puxou de volta pra corrida. A todas as pessoas da Sprint Training, corredores e professores (Celso, Wladir, Willian, Anderson, Alan, Wladimir e Lucas), que de diferentes formas me motivam a treinar e procurar cumprir as planilhas. Aos “Menudos” Jailson, Robertson e André Melo, pela parceria nos treinos e também ao Elton Almir John, Ministro da Marmota no reino da Sprint, que mantém a gente sorrindo pra treinar. Isso também é muito importante: ficar contente com o que se está fazendo.

Outra pessoa a quem sou muito grato e a quem devo muito é ao mestre Chaguinha. Mesmo sem ser meu personal trainer, sempre direciona os treinos da academia de acordo com as dores novas que vão aparecendo. E olhe que com 40 anos, dores e cabelos brancos vão chegando todo dia.

E, lógico, agradeço e ofereço a medalha de hoje – e todas as outras 49 medalhas que conquistei até aqui – à minha amada Jujuba, que desde lá atrás nunca deixou de me mandar levantar cedo pra correr. Hoje em dia ela até fica zangada dependendo do treino, mas me apoia mesmo assim. 🙂 E que o ritual de chegar em casa, entregar a medalha pro JC pendurar no “porta medalhas” (armador de rede) continue e seja dividido com a Marcele, para que eles possam ter seus próprios armadores repletos de medalhas.

Dentre todas as 50 corridas. algumas foram mais especiais do que outras. 🙂

Bom, semana que vem tem eleição e não tem corrida. Mas no final de semana seguinte (novembro), tem mais duas em Sobral. Eu vou pra da Ótica Diniz (5k), corrida beneficente, com arrecadação de alimentos. A outra é a 7a. Minimaratona de Sobral (10k).  E em novembro, ainda teremos mais duas: 3ª Corrida Dry Fit (15k) e 3º Cross Run/Turma do Pedal (21k).

Resumo da prova:

Kit: número de peito. Inscrição gratuita.
Balizamento: Ok, na medida.
Ambulância: Presente.
Hidratação: Ok, na medida. Água sempre geladinha.
Lanche pós-prova: Ok, Banana deliciosa, maçã e água. Ainda acho que poderia ter uma rapadurinha 🙂
Medalha: Melhorou muito com relação a 2017.
Premiação: Havia um pódio, mas a organização não mencionou sequer a entrega de troféus. Aguardemos para ver se aparecem nas fotos oficiais.

 

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