#43 – Desafio Trilha do Delta

Uma semaninha depois, outra!

O Desafio Trilha do Delta foi mais um evento promovido pela Sprint Training Assessoria e, de novo, com o espírito do “vença a si mesmo”. Inscrições no site da assessoria e também na academia Vip Training ao custo de R$ 40,00 (para os 4km) e R$ 50,00 (para os 8km). No chip, no chest number.

Um dos cartazes de divulgação do evento. Advinha quem é o modelo? A fotógrafa foi a Camilla Lopes.

Os percursos divulgados mostravam que não seria molezinha, apesar das distâncias relativamente curtas. Seria subida pura. A turma dos 8km sairia do condomínio Granville, no início da subida da serra, passaria pela Churrascaria Delta, iria até a rampa de onde os malucos se jogam de asa delta e parapente, e retornariam à Churrascaria. Para o pessoal dos 4km, saída da Churrascaria e bate-volta na rampa.

As inscrições se encerraram na quarta, 18 de julho. Na quinta o prof. Wladir Rodrigues fez uma live no Facebook contando os detalhes da prova e a entrega dos kits aconteceu na recepção do condomínio Granville no sábado, entre 10h e 17h.

Minha semana foi super tranquila. Depois da II Meia Maratona de Sobral “folguei” no domingo e na segunda. Na terça estava de volta aos treinos, mas o que deveria ser 10km na tora, foi uma corrida leve, só para curar as dores. Na quarta, academia. Na quinta treino de tiros. Aliás, muitos tiros. Vinte de 300m. Créu!

Registro do prof. Alan Vasconcelos. Treino de tiro é insano: a gente levita!

Na sexta folguei de novo e no sábado pensei em fazer um longuinho de 10km mas fiquei com receio de judiar da panturillha.

No sábado peguei o kit por volta de meio dia e a moçada estava super animada. A noite saímos – Ju, os meninos e eu – para bater pernas e as 22h já estava na cama.

Na entrega do kit, papai fez pose pro JC fotografar.

A largada seria a uns 3km daqui de casa, mas meus vizinhos de bairro não se animaram para ir trotando, já fazendo o aquecimento. Sozinho, também não tive coragem. Acordei por volta das 4h20, todo o ritual prosseguiu como de costume e as 5h sai. Deu pra ver algumas coisas estranhas no caminho (grupo de motoqueiros parados na entrada do bairro, mais duas motos abandonadas à frente) mas deu tudo certo. Em 5 minutos estava no local da largada.

O estacionamento do condomínio foi liberado para os corredores e depois que o prof. Alan Vasconcelos conduziu o alongamento/aquecimento, largamos rumo ao Delta. Já começa subindo.

Turma dos 8km momentos antes da largada.

No início tudo sussa, mas depois de uns minutos, as panturrilhas começam a esquentar, esquentar e esquentar. Parece que vão explodir. Mas a gente aguenta pois tem aquela galera subindo. A energia é massa. Mas mesmo assim a gente para de correr e segue caminhando… Não que pare a queimação, mas dá uma aliviada.

Registro do André Melo. Ô água abençoada!

Por volta do quilômetro 2, o primeiro ponto de hidratação e a “Marina”. Assim é conhecida uma pequena cascata, semi-natural, antes das curvas mais complicadas da subida da serra. Acho que Marina é o nome de um bar que tem ali, o “Bar da Marina”. Não sei. Só sei que a galera não quis tomar aquele banho revigorante… Mas eu fui pelo menos molhar o quengo. Como diz o outro: “ébomdimai”!

Depois, segue a procissão. Uma sequência de curvas e uma inclinação bem massa. A gente só tem noção quando olha pra cima e vê a altura que ainda temos que alcançar.

Robertson foi cover do Amaral (o fotógrafo) hoje.

Um trechinho aqui outro ali onde dá pra arriscar uma corridinha e pronto: chegamos à entrada que dá acesso à Churrascaria. Na verdade, uma estrada de pedras. Uns 800 metros, pelo que disseram.

Esses 800m são tipo o mês de agosto (só que subindo). Parece que não vão acabar!

Depois que passamos pela Churrascaria, ai sim começa a Trilha. Correr? Esquece… A não ser que você esteja acostumado àquele tipo de terreno ou seja doido mesmo. O risco de queda é alto. E cair, ali, significa ralar legal. Então, segue a procissão.

Ah, e é subindo, ainda!

Ai sim, Trilha do Delta. Me sentindo um dos personagens de LOST! Victor (à direita), uma colega cujo não nome não sei, e a Bianca (que não gosta de fotos).

Finalmente começamos a escutar aquele som de muita gente falando ao mesmo tempo. Ufa, era a rampa, Finalmente iríamos ver Sobral inteirinha lá de cima. Identificar os bairros, as lagoas, os prédios, os pontos turísticos… Não, pera! Nublado! hahahaha. Só fumaça! Mas como bons cearenses que somos, aproveitamos para mangar de nós mesmos. E eu com medo de por os pés naquela rampa. É um monte de tábua frouxa amontoada. Nã!

Ual, que vista de Sobral!

Dei um pulinho para tirar uma ou duas fotos (Amaral fotografando, quando sair eu atualizo) e pronto. Estava esperando pra retornar à churrascaria (mais uns 2km).

Na volta, apesar de declive, não dava pra correr. Aliás, era pior ainda do que a subida. Facilmente escorregaria ali. Todo o cuidado do mundo, pois. Mas alguns colegas tacaram o rabo no chão. Pena que não dava tempo filmar. Era tudo muito rápido. Mas o som daquele gato sempre vinha á nossa lembrança.

Depois de 1h40 a aventura acabou e recebi a medalha.

Assim, gente… Como corriiiiiiida, eu não gostei muito. Sei lá, apesar de não estar mais tão asilado por desempenho, acho que meu cérebro se programou pra correr 8km. E simplesmente não dava! Ai fiquei me sentindo culpado por não ter corrido sábado. Besteira, eu sei.

Mas como desafio foi muito, muito massa! Aventura total. Acompanhado de pessoas tão bem dispostas e com boa energia, fica melhor ainda. Agradeço aos Andrés, aos Victors, aos Andersons, Robertson, Cesário, Bianca, Tamara, Grazi, Sandra, Enoque, Pedro, Dudu, Celso, Wladir, Wladimir, Alan, William e outras pessoas que conheci ali mas ainda não sei os nomes. Correr a gente não correu muito, mas mangar foi de ruma!

Não corri como queria mas também não foi nada fácil. Apenas foi diferente do que eu estava – erroneamente – esperando.

Sobre o Desafio, em si, considero que teve uma hidratação satisfatória, preço justo e o principal: o fator novidade. Sair da rotina do asfalto é sempre um prazer, ainda mais nas condições que tivemos hoje, onde até o clima ajudou. Ao final, banana, maçã e medalha bonita. Porém, alguns pontos a “observar”: apesar dos avisos do prof. Wladir na live, ainda vi copos descartados pelo caminho. Custava nada levar até o copo vazio ao próximo ponto de hidratação. Por fim, o ônibus que nos levaria de volta ao ponto de largada dos 8km, parece que saiu antes do previsto. Eu e mais alguns corredores ficamos na CE esperando, mas ele nem estava lá, nem apareceu. Quem estava lá viu minha cara de desolação. Disseram até que estava despombalecido. Que dianbéisso? haha. Por sorte, prof. Wladir e seu pai nos trouxeram de volta em seus carros. Não sei se alguém ameaçou o motorista ou o enganou dizendo que não tinha mais ninguém pra esperar. Só sei que foi assim…

Parte dos sobreviventes.

Agora vamos para a terceira corrida do mês: Pé na Carreira, no próximo domingo!

Resumo da prova:

Kit: Camisa, sacolinha e garrafinha. Inscrição: R$ 40,00 (4km) e R$ 50,00 (5km).
Balizamento: Feito pelo Staff. Sem cones, pois a CE não possui acostamento. Sem sustos.
Ambulância: Foi falado na LIVE, mas não vi.
Hidratação: Muito boa.
Lanche pós-prova: Banana, Maçã e água. Vi uma caixa de paçoquinha vazia. Suponho que quem chegou antes de mim adora paçoquinha.
Medalha: “Metal”, bonita.
Premiação: Não houve. Sem chip e sem número de peito. Foi no estilo Sprint: Desafio; vença a si mesmo.

Mais alguns registros

Caminho difícil até pra andar!
No acesso à churrascaria, o cover do Wladir foi o William. O pior ainda estava por vir…
Pedro Ximenes e eu.
“Não é competição”. Mas quando Victor e eu avistamos a “Marina”… É agora!
“Não é competição”, mas as ultrapassagens eram sempre divertidas!
Na rampa.

 

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