#41 – Desafio Sprint – Sobral x Groaíras e outras coisinhas…

Bom…

Quem vem sempre aqui deve saber que eu escrevo esses textos pensando nos meus filhotes… Não sei se quando eles forem adolescentes, jovens, terão paciência pra ouvir essas histórias assim como eu adorava escutar as dos meus pais. Mesmo que gostem/queiram, posso esquecer uns detalhes, então, melhor deixar escrito. Um dia eles lerão, tenho certeza.

Sendo assim, a história de hoje é mais longa que o habitual, pois são mais de 5 meses desde a última corrida “valendo”. Muita coisa aconteceu. Portanto, se você preferir saber apenas sobre a corrida, pode pular para a seção “A corrida”, rolando a tela. Se resolveu ficar, senta que lá vem história.

Eu deveria ter falado sobre isso antes. Não por que gosto de contar as mazelas da vida (muitas vezes nem são mazelas), mas por que isso pode alertar e ajudar muita gente. Principalmente quem só cuida da saúde quando leva um susto. Esperei esse tempo todo pra escrever pois não tinha contado ainda pra minha família (de Fortaleza), ao vivo. Achei que se eles soubessem pela net, sem ver que estou bem, poderia dar confusão :D.

Primeiro: por quê tanto tempo sem corrida? Depois do nascimento da Marcele, as viagens à Fortaleza ficaram mais complicadas. Agora penso n vezes antes de me inscrever. Além disso, entrei oficialmente na Sprint Training Assessoria. Correr com mais gente diminui o verme de participar de eventos.

Agora sim, começa a história.

Dia 15 de março. Quinta-feira. Treino intervalado no Arco de Nossa Senhora. Acordei às 4h, comi o que sempre como e fiz tudo como sempre fazia. Cheguei na hora e fui para o aquecimento. Após um quilômetro senti uma falta de ar, taquicardia e resolvi ficar de cócoras para me recuperar. Lembro vagamente de ter trocado umas palavras com a Sandra Melo, de ter visto a Bianca Terra passando do lado e quando me abaixei falei “tô tonto”… Só me lembro que ainda era escuro (cerca de 5h15) e do professor William esticando o braço e dizendo “não fica assim que é pior…”.

No momento seguinte a esse, pelo que me lembro, eu estava sentado em um dos bancos da Boulevard do Arco, dia claro, e todo mundo chegando e perguntando se tava tudo bem. Eu estava segurando um gelo enrolado num pano perto do olho direito e me sentia cansado. Parecia que eu tinha feito o treino.

Passados uns 5 minutos, a ficha começou a cair e percebi que eu tinha apagado. Me disseram que bati a cabeça no chão e que o Dr. Airton tinha feito os primeiros socorros. Pelos relatos, houve um princípio de convulsão mas não souberam precisar se tinha sido causa ou efeito.

Fui pra casa dirigindo normalmente. Contei pra Juli o que tinha acontecido – ou pelo menos o que eu lembrava e o que me contaram – e resolvi tirar a manhã de descanso. No entanto, uma dor no peito ia aumentando e a dor de cabeça também. Resolvi que era hora de procurar um médico.

Antes, entrei em contato com o William para saber se, na queda, eu tinha batido o peito. Ele disse que sim. Fiquei mais tranquilo com relação a essa dor, então.

A tarde fui até a Santa Casa de Misericórdia e fui muito bem atendido pelo Lima Neto. Relatei tudo o que tinha de informação e fui encaminhado para fazer uma tomografia. Lá no setor de imagens fui recebido e orientado pela Marlene, nossa vizinha. Nunca tinha feito esse exame. Na hora, lembrei da cena do exorcista onde fazem uns exames parecidos na meninazinha lá do filme. Meio assustador… Deu um medinho do futuro também… Enquanto aquele negócio girava eu só rezei pedindo a Deus que eu pudesse ver meus filhos crescendo, casando, me dando netos… A incerteza sobre o que tinha acontecido me deixou meio deprê.

Depois retornei ao Lima Neto para ver o exame. Ele e outro – de cujo nome não lembro mais – analisaram e disseram que problemas neurológicos estavam descartados. Talvez poderia ser caso de arritmia. Logo, uma bateria de exames de coração deveria ser feita. Pedi apenas que me receitasse algum remédio pra fazer sumir a dor no peito. Ele me receitou um que, segundo ele, fazia sumir até liseira. A dor no peito sumiu uns 4 dias depois. Já a liseira…

Como havia um feriado na segunda-feira – dia de São José – só na terça-feira da semana seguinte fui ao Hospital do Coração. Fiz a consulta (120 pilas), o médico perguntou o que tinha acontecido, relatei tudo, ele passou 3 exames e disse que retornasse. Também disse o seguinte:

– Aqui está meu cartão e meu número. Se acontecer algo de anormal nesse período, é só entrar em contato. Pode ser até por WhatsApp.
– Ok, obrigado!

No mesmo dia, fiz o exame ergométrico e o ecocardiograma. Recebi os resultados no final da manhã e, pelos laudos, tudo normal. Mas com relação a suspeita de arritmia, o Holter iria dar uma resposta mais eficaz. Na quarta, coloquei o aparelho pra fazer este exame e foram 24 horas sem banho. E de camisa, mesmo em casa. Não queria chocar o JC com aquele monte de fio enganchado. Sobrevivi e esperei mais uma semana para receber o resultado. Mais 600 pilas com esses 3 exames.

Nesses dias, descubro que minha consulta não dá direito a retorno. Paguei um total de 720 pilas entre consultas e exames, todos no Hospital do Coração, para não ter direito a um retorno! Caramba! Ah, já sei. O médico me passou o cartão com o número dele. Se eu mandar uma mensagem via WhatsApp ele vai entender e vai me receber, claro.

Claro, que não! Mandei mensagem  explicando o quanto eu tinha gastado e solicitando o retorno. Ele visualizou mas, até hoje, não teve sequer o trabalho de responder. É, amigos… A grana é a mola do mundo!

Então, sendo assim, resolvi que não ia pagar nova consulta. Que se dane! Procurei outro médico.

Antes, porém, conversei com algumas pessoas e pesquisei canais no Youtube de cardiologistas tentando decifrar o que houve. Afinal, pelos laudos, aparentemente estava tudo correto com o motor.

Semanas depois, levei os exames ao Dr. Dimas. Não é uma consulta, é uma aula. Pense num médico atencioso.

Lendo, assistindo, conversando e escutando, tudo apontou para uma coisa chamada Síncope Vasovagal. Resumindo: acontece algo que faz com que o sangue não chegue ao cérebro. É nessa hora que o cabra desmaia. Como o retorno à consciência é rápido e sozinho, esse desmaio é chamado síncope. Mas, quais os fatores causadores?

Para pessoas da minha idade, o principal fator causador, pelo jeito, é a falta de hidratação. Tem que beber muita água, menino. E quem tem essa predisposição, tem que beber mais água ainda. A mudança brusca de posição também pode causar isso: se eu estiver deitado, não devo me levantar rapidamente. Primeiro sento, penso na vida, depois levanto com calma. Já assistiram o Zootopia, naquela cena que o bicho preguiça tá procurando o número da placa do carro? Sou eu na vida, agora…

O segredo é fazer o corpo entender o que você está querendo executar e pra onde tem que ir o sangue. Mesmo assim, caso eu sinta que vá apagar, a recomendação é deitar e colocar as pernas pra cima, para que o sangue possa chegar sem problemas à cabeça.

Ah, e a hidratação é fundamental para dar melhor circulação ao sangue. Ao sair de casa, agora tenho que levar as chaves, o celular, os documentos e a garrafinha! Deu pra entender, né!? Não descuide da água e a pilôra não virá.

Depois dessa reeducação, as coisas melhoraram. As tonturas que eu sentia com frequência, diminuíram sensivelmente e voltei a treinar. Na verdade, passei a ver a corrida com outros olhos: resolvi diminuir a velocidade para curtir mais o esporte. A gente sempre fala isso, mas quando começam as passadas, a gente quer fazer o tempo menor do que o da corrida anterior… Mas dessa vez, tenho conseguido não me importar tanto com isso.

E se eu perder um treino? Perdi… E se eu tiver que andar? Ando… Ora mais! Eu não quero é levar susto mais, dotô! Eu amo a corrida, mas percebi que minha vida estava em função dela. Correr continua sendo uma parte muitíssimo importante de mim e não pretendo deixá-la, mas não pode ser o centro. Esse susto me fez pensar e enxergar as coisas desta forma, agora.

Esse período de assessoria, também me fez ter mais alegria pela companhia das pessoas do que somente pelos kms acumulados. Enfim, a lição foi boa e o susto valeu à pena.

Vamos à corrida?

A corrida

O Desafio Sobral x Groaíras é um evento organizado pela Sprint Training assessoria. Os percursos: 30km, 15km, e 7km. As inscrições tiveram início em fevereiro com valor inicial de R$ 60,00. Em março custavam R$ 70,00 e em abril custavam R$ 80,00. Assim como no Desafio Sobral x Meruoca, que aconteceu em dezembro de 2017, não haveria premiação, troféu, nem cronometragem. A ideia é cada um se desafiar em terrenos e/ou trajetos não convencionais. Aliás, essa é uma característica que eu, particularmente, acho muito interessante nos eventos da Sprint: corrida pra chegar primeiro, já tem de ruma. Corrida pra você parar e pensar “Puxa vida, eu consegui fazer isso!?”, ai são poucas…

Fiz minha inscrição, claro, em fevereiro. Me inscrevi para os 30k. Como eu já tenho uma boa relação com os 21k, julguei que três meses seria tempo de sobra para arriscar três dezenas de quilômetros. 21k mais 9k de desaquecimento.

Nesse período, foram várias as vezes em que eu desisti de correr essa distância… Era um treino que não rendia bem, era um treino que eu perdia, era um desmaio aqui, um cansaço do trabalho ali, etc. Mas, também, consegui fazer treinos muito bons, onde eu resolvia que dava, sim, pra fazer 30k. Fui nesse vou-não-vou e acabei resolvendo ir mesmo.

Porééééééém, há 15 dias tive uns problemas com pequenas bolhas… Sabe quando você arranca um cabelo do braço e nasce aquela bolhinha amarela com pus? Pois bem… Agora, imagina umas 30 bolhinhas dessa ao mesmo tempo? Visualizou? E se essas bolhinhas não forem no braço, mas sim na virilha? Haja pomada pra sarar… E agora haja Hipoglos antes da corrida. Mas com bebê em casa, é tranquilo. Pomada pra assadura não faltará!

Resolvido o problema das bolhas, aparece outro (sim, comigo os problemas aparecem em fila indiana). Uma espécie de resfriado, mas que não era resfriado. Acho que talvez seja alergia… Meu nariz fica congestionado, minha garganta ressecada, mas não sinto aquela moleza de um resfriado… Nem dor de cabeça, nem febre. Esse negócio está aqui comigo desde domingo passado… Mesmo assim, fui treinar na terça. Jailson – meu chapa de assessoria – e eu fizemos 10km num pace abaixo de 6min/km. Pra mim, voando. Pra ele, regenerativo.

Não treinei quinta para me poupar para a prova de hoje. Mesmo assim, esse quadro alérgico (?) ficou estável: não piorou mas também não melhorou. Sendo assim, vamos pra cima. Como diz o Almir, colega de assessoria: “eu num tô nem vendo”.

Ainda na quinta, Celso e Wladir fizeram uma transmissão ao vivo no Facebook, repassando todos os detalhes da prova.

Procurei descansar bem nos últimos quatro dias, mas isso é questionável. Afinal, estamos em final de semestre na UVA. Além disso, trabalhei no sábado, de 8h às 16h30. Aproveitei a hora do almoço para pegar o kit na VIP Academia.

No final da tarde, ao chegar em casa, vi que o Jailson estava tocando o terror no grupo de WhatsApp da assessoria, soltando alguns spoilers do percurso por meio de fotos. Ele, acompanhando a equipe da Sprint, foi fazer o reconhecimento do trajeto… Meu amigo… Era lama, era água e era lama. Mas, eu num tô nem vendo! Depois de comer e assistir mais um episódio de Era uma vez…, fui deitar por volta das 21h.

Por incrível que pareça, dormi. Geralmente antes de um evento desse fico ansioso, com medo de o despertador não funcionar, ou eu não escutar. Mas, dessa vez foi tranquilo… Acordei às 3h40, comi minha banana com aveia, mel e um ovinho cozido. Vesti a armadura e parti às 4h25 rumo ao Arco de Nossa Senhora, local de largada.

Ao chegar, facilmente consegui estacionar e já vi algumas pessoas devidamente paramentadas para o massacre, digo, corrida. No entanto, o que me chama mais a atenção quando eu chego no Arco a essa hora, é a quantidade de jovens que estão lá desde a noite anterior… Bêbados! Jovens de 16, 17, 18 anos entregues ao vício. E se achando… Ê mundo cão! Ai, como aprendi de uns tempos pra cá, a gente tem que se abstrair disso. Liga o botão de mute visual e pronto: num tô nem vendo mais. Triste, mas de que adianta eu ficar olhando para aquelas pobres almas? Isso é função dos pais, da família. Bom, voltemos…

Depois de muito tempo revi o Felipe Pereira. Conversamos rapidamente, tiramos a “foto oficial” do evento e depois o professor William começa o aquecimento. Vejo que a Patrícia e o Marcos estão bem próximos. Eles foram pra correr 7km. Patrícia estava com uma mochilinha e uns trecos balançando dentro.

– São meus antialérgicos…
– Ah, é? O que você tem ai? – Perguntei.
– Hixizine, Loratadina…
– Opa, me dá uma dessa ai!?
– Na hora!

Ela me entregou uma cartelinha… O dia ainda estava escuro e eu nem li… Tomei na esperança de ter um alívio no nariz.

Logo em seguida, todos largam. Demos uma volta na Boulevard do Arco e depois era rumo à BR222. Quem foi fazer 15km ou 7km, entrou no ônibus e foi para os respectivos pontos de largada, que foram na CE 179 – que liga Sobral a Groaíras.

Quem ia fazer 30km, ainda deu mais uma voltinha pela Av. Doutor Guarany, chegando próximo ao Memorial da Educação Superior de Sobral (MESS/UVA) e retornado para rumar à BR222. Nessa partezinha, a galera junta! André, Felipe… Mas logo eles sumiram. Passamos pela “Ponte Velha”, entramos à direita na avenida do INTA, Shopping, Assaí , cruzamos a BR222 e acabou asfalto. Agora era pista de terra.

Conforme prometido, água a cada 5km. O pessoal do Staff, bastante atencioso. A estrada estava muito boa nos 10 primeiros quilômetros. Sem lama e sem poças. Jailson e eu tínhamos combinado de fazer a prova juntos e manter um pace inicial em torno de 6’30” min/km. Conseguimos fazer esse primeiro terço num ritmo até melhor – completamos em 1h02min – , mas mesmo assim éramos os últimos do grupo dos 30k. A vantagem é que tivemos escolta de uma das motos da organização.

 

Mas, como 30k não são apenas 3 x 10k, resolvemos manter o pace previsto inicialmente. Até o quilômetro 15 foi tudo sossegado.  Já não éramos mais os últimos. A estrada começava a apresentar trechos com lama, mas desviáveis. A cada posto de hidratação a gente parava, tomava água, gel ou paçoquinha, conversava com o pessoal do staff e depois íamos. Sem pressa. Aliás, logo depois do km 15, achei que estava no José Wálter, em Fortaleza. Mas não… Era apenas um morador da região levando seu gado para passear. Tivemos que procurar espaço próximo à cerca de arame farpado pros bichos passarem, mas ninguém se feriu.

 

Um pouco antes do quilômetro 19 era o ponto de encontro com o trajeto dos 15k. Quado passamos, obviamente, todos esses corredores já tinham passado. Ali, também, vimos que o caminhão que estava transportando as calhas, gelo e hidratação, estava atolado. Parece que houve um problema com o pessoal dos 7km, que passaria pelos postos de hidratação primeiro e não teria dado tempo levar a água do caminhão até lá. Para os outros corredores, de 15k e de 30k, acredito eu que com a agilidade das motos, houve água nos pontos mais a frente.

Também a partir dai comecei a pregar. Pregar e ter dificuldade para respirar direito. Acho que o efeito do remédio que a Patrícia me doou, passou. O Jailson tinha caixa pra mais, mas foi parceiro, muito parceiro. Em momento algum, sequer ameaçou fazer a sua corrida, mas fez a minha. No quilômetro 24 eu já estava vendo miragens. Comecei a caminhar e correr, depois caminhaaaaaaaaaaaaaaar e correr.

Mais a frente encontramos o Alexandre e mais dois caminhando, pois um tinha “quebrado”. Mais parceria ai… Certeza que o Alexandre e um dos outros dois tinham fôlego pra prosseguir, mas ao virem um colega sem condições de correr, começaram também a caminhar e assim o fizeram até o fim. Nós, prosseguindo no treino “intervalado”, passamos.

Chegamos à margem do Rio Acaraú no trecho de Groaíras e fechamos os 30k em 3h55 minutos, eu acho. Tempo de Maratona! Satisfação também! Ainda tínhamos uns 200 metros até chegar no Balneário que recebia os corredores – o Robertson registrou no vídeo abaixo. Medalha, lanche, massagem (mas não a fiz), agradecimentos da organização, fotos e um leve banho.

 

Jailson aproveitando a massagem da Alfa Massoterapia.

 

Na volta, ônibus para devolver os corredores ao Arco (mas eu peguei carona com o Robertson e haja resenha com o Bremmer, o Enoque e um outro colega cujo nome ainda não sei).

Foi uma prova massa. O empenho da equipe Sprint foi claro e evidente. Não é moleza organizar uma corrida numa estrada dessa! Mesmo assim, tiveram o cuidado de testar o caminho semanas antes, de verificar também no dia anterior e, portanto, não houve grandes problemas. A todo momento os meninos nas motos passavam por nós, indo e voltando. Então, nos sentimos seguros.

Semanas antes, uma equipe de reconhecimento do percurso dos 30k já tinha feito o teste! Wladir (esq.), Quariguasi, Kélvia, Camilla e Celso.

Com relação a parte esportiva, o sol deu uma trégua. Ufa! Poderia ter sido ainda mais desgastante. Correr num piso como esse, é pancada. Você nunca sabe como seu pé vai aterrissar no próximo passo. Com isso, a cada passada, um grupo de músculos diferentes era exigido. E se você não está devidamente condicionado,  sua musculatura vira farofa, não tem jeito. A lição que fica pra mim é: rodar mais para fazer esse tipo de prova. Não para terminar mais rápido, mas para sofrer menos. Ok, sofrer menos implica em terminar mais rápido :P.

Jailson na hidratação!

Não posso deixar de agradecer ao Jailson. Ele nem ia fazer 30k mas eu dei corda e ele pegou. “Que desafio que tem em correr 15k pra quem já faz 21k?”. Ele se convenceu e foi. E estava muito bem. Faria os 30k hoje tranquilamente em no máximo 3h20, mas foi parceiro e esperou. Valeu, Zakarildo!

Com relação à organização, só posso agradecer à Equipe Sprint. Apesar do corre-corre, todos estavam num bom astral. Nada de gritaria ou zanga. O William estava onipresente no trajeto! Wladimir, Wladir e Celso também estavam dando uma força para repor água nos postos de hidratação. Lucas em um dos pontos de hidratação (o único com isotônico) e Alan dando a força na chegada. Enfim, todos engajados, como deve ser.

Aliás, a Assessoria ainda promoverá mais três provas este ano. A próxima é no dia 22 de julho e pelo que ouvi dizer, é ladeirismo puro. Então, bora né!? Claro, depois de descansar muuuuuito e curar essa alergia.

Resumo da prova:

Kit: Camisa, viseira, sacolinha, garrafinha e pulserinha. Inscrição: começou em R$ 60,00; depois R$ 70,00 e R$ 80,00.
Balizamento: Estrada de terra. Zero carros no caminho. Houve sinalização. Sempre tinha alguém da Sprint de moto pelo caminho.
Ambulância: A estrada não permitia acesso, mas segundo a organização, os motoqueiros levariam os corredores até ela em caso de necessidade. Ambulânica na CE.
Hidratação: 100%. Houve o problema do carro com gelo atolado e depois do quilômetro 20, não estava tão gelada. Mas tinha.
Lanche pós-prova: Banana, paçoquinha e tangerina. Água de côco e suco de caju.
Medalha: “Metal”, muito bonita.
Premiação: Não houve. Era desafio! Prova roots.

Mais Fotos:

Quariguasi (esq.), Jailson, eu.

 

 

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